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O apetite também é uma bênção

Li uma pequena história escrita por Shundo Aoyama Roshi que me trouxe uma bonita reflexão e assim, também uma bela gratidão.
Duas monjas levavam de carro um importante mestre. A monja T que estava no banco do passageiro, tecia entusiasmados comentários olhando a paisagem:
"Ah, as maçãs estão começando a ficar vermelhas! Os tomates parecem muito gostosos!"
O mestre a ouvia com um sorriso no rosto, e disse:
"Você tem razão... por mais que a natureza nos abençoe com alimentos, se não tivermos apetite, não servirá para nada."
"Fiquei surpresa ( a monja que dirigia ) e meu coração se abriu para uma nova percepção. Eu, que sou gulosa, pensava que, tendo alimentos, poderíamos apreciá-los a toda hora. Acreditava que o apetite era uma coisa natural, com a qual podíamos contar sempre. No entanto descobri que até mesmo o apetite é uma bênção. Ainda que muitos alimentos saudáveis fossem colocados ao lado da cama de um doente terminal, e mesmo que este soubesse que se alimentar…

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